às 05:31 @ Comentários | | Postado por Kris

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Confira o último post traduzido:

Vida no terremoto

Eu tive uma experiência interessante enquanto eu estava dirigindo por aí, nesta tarde. Foi um daqueles momentos para abrir os olhos, que Deus coloca em nossas vidas tão frequentemente, para nos dar uma ajuda na perspectiva das coisas.

Eu entitulei este blog como “Vida no terremoto” em homenagem ao meu irmão e a minha cunhada, que acabaram de deixar os Estados Unidos para trabalharem em um orfanato na República Dominicana. Atualmente eles estão na Costa Rica, participando de aulas intensivas em uma escola de línguas, e ficarão até o mês que vem, antes de se mudarem oficialmente ára a RD. Assim como eu acabei de descobrir de seu mais recente post no twitter, eles experimentaram o primeiro terremoto de suas vidas, no qual Kristen comentou “nossa nova norma.” Portanto o título, “Vida no terremoto”.

Mas o título por si só, tem seu significado. Chame-o, um tipo de, estilo de vida de frase de propaganda, mais como uma filosofia do “viva como se estivesse morrendo”. Então, se você está literalmente vivendo uma vida definida por terremotos, ou apenas figurativamente, tente e pule no meu vagão filosófico por apenas alguns minutos enquanto eu falo sobre o meu interesse.

Hoje cedo, quando eu estava dirigindo por aí, eu me encontrei pensando em alguns e-mails que eu recebi nesta manhã. Grande parte eram apenas as coisas normais que você esperaria em sua caixa de entrada e um, um tipo de encorajamento diário (no qual eu normalmente deletaria para fazer sala a coisas mais importantes, mas por alguma razão, eu não o fiz). O ponto principal do e-mail era simples – Não omita o presente sempre, para se preparar para o futuro (Estou parafraseando, claro). Eu achei que foi um ótimo encorajamento. Eu pensei, “é, foi um bom e-mail”. “Viva como se estivesse morrendo!” é o que eu disse a mim mesmo. Sim.

Bem, o encorajamento vindo do e-mail rapidamente afundou, como tende quando outras coisas mais importantes chamam nossa atenção, quando de repente eu tive outro momento. Só que desta vez, não foi tão amigável quanto o primeiro – o e-mail que é…

Eram mais ou menos 3 horas, quando eu cheguei na Braddock Rd, na saída para o norte na 495, quando eu notei de longe, uma SUV tombada ao lado da estrada. Digo, nós todos já vimos acidentes na estrada, mas havia algo diferente neste. Não haviam veículos de emergência. Sem luzes. Sem sirenes. Nada! Havia alguma coisa, no entanto. O que havia era uma multidão de pedestres reunida ao redor do veículo, pressionando contra ele. De repente me ocorreu que isto devia ser acabado de acontecer. E se todas aquelas pessoas estavam lá ajudando, algo deve estar realmente errado.

Eu temi pelo pior! Pensei que à medida que eu estava chegando perto, eu veria alguém por debaixo do veículo. Ainda bem que isso não aconteceu. Em lugar de estarem evidenciando a morte, as pessoas estavam ajudando com os destroços. Ainda assim, a observação fez algo comigo nesta tarde. Pensamentos começaram a correr pela minha mente. Eu levei em conta o quão sortudo eu era, por não ter estado naquele carro ou que não era alguém que eu conhecia (ou talvez era!). Mas estes não foram os pensamentos mais malucos! Não. O que realmente me pegou, foi o pensamento que os passageiros daquele carro não tinham idéia de que eles iriam estar envolvidos em um acidente hoje. Pense sobre isso. Mesmo agora, eles provavelmente ainda estão falando sobre o que aconteceu nesta tarde, ou ainda estão lidando com as consequências, enquanto eu estou sentado confortavelmente em minha poltrona, escrevendo este blog.

Gostaria de saber o que estava se passando por trás das mentes de todas as pessoas no Haiti, na manhã de 12 de janeiro. Para a maioria, provavelmente era um dia normal. Eu imagino que as pessoas estavam esperando para ir a alguns lugares, ver os amigos ou a família, trabalhar, comer algo que gostam, pegar aquele garoto da escola, que seja. Resumindo, algo aconteceu naquela manhã e esta tarde, que coloca todas essas coisas ainda “perdidas”, em perspectiva, para as pessoas de um jeito que apenas quem viveu em circunstâncias semelhantes, pode se relacionar.

Então, voltando ao porque nomeei esse blog “Vida no terremoto”. Acho que, dirigindo pela estrada, de repente eu percebi que, para muitos de nós, por vezes é preciso um terremoto (ou um acidente de carro – não sei, escolha um desastre em que você possa se relacionar) para nos fazer perceber as coisas mais importantes na vida. Para a família dirigindo esse carro, a coisa mais importante na vida era chegar esta noite em casa. Para as famílias no Haiti, o mais importante é apreciar o hoje. Este momento. Nada mais.

Faça um favor a você mesmo, apenas não “viva como se você estivesse morrendo.” O que significa isso, afinal? Essa é uma afirmação muito geral e pode ser entedida liberalmente (aviso, eu disse liberalmente não literalmente. Há uma diferença). Em vez disso, viva a vida como um sobrevivente de um terremoto ou um sobrevivente de um acidente. Talvez isso seja uma realidade ‘real’ para você. Pois bem, o que você aprendeu com isso? Você tem o agora e nada mais. Sorria mais. Diga mais às pessoas próximas que você as ama. Abrace as pessoas por mais tempo do que eles estão confortáveis e ria quando te acharem estranho. Não perca o hoje pensando no amanhã, ou o que você irá fazer em seguida. Faça o hoje.

-b

OBS – Há mais de onde isso veio.









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